"Se olharmos para a história desta indústria vemos que há alturas em que se devem lançar jogos totalmente originais e outras alturas em que é mais complicado", disse ao MCV. "Neste período do ciclo de vida das consolas é possível lançar um jogo original, mas estes atraem mais pessoas quando chegam novas consolas. É nessa altura que os consumidores estão mais abertos a experimentar coisas novas. À medida que as consolas vão amadurecendo, são as marcas mais conhecidas que ficam com as vendas todas."
"Sempre que chega novo hardware, as nossas equipas criativas têm mais liberdade e não têm de seguir as mesmas regras. Eles podem tentar coisas novas porque os consumidores esperam coisas novas", acrescentou.
A nova Nintendo 3DS mostrou bem esta mentalidade, pois quatro dos jogos de lançamento são da Ubisoft. Apesar das novas portáteis e aparelhos como o Move e o Kinect ajudarem, Guillemot explicou que a indústria só evolui verdadeiramente com novas consolas domésticas:
"Os processadores estão cada vez mais poderosos, os gráficos evoluíram, existem muitas tecnologias que nos ajudariam a melhorar a experiência e a contribuir para o crescimento da indústria."
Ele disse ainda que o ciclo de vida das consolas mais prolongado é, em parte, a razão para a indústria estar "em depressão". Os consumidores gostam dos actuais formatos, mas não existe criatividade suficiente no final do ciclo para melhorar o negócio", concluiu.
Estão prontos para a próxima geração de consolas domésticas?

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